DATA: 6 de dezembro de 2017
ARTISTA: Van Dorte: “Epilogue”
GRAVADORA: Independente
PRODUTOR: Marcelo Oliveira
Van Dorte: “Epilogue”
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Essa é uma banda ou duo bem interessante,  já que a linha de frente é composta por Alexandre Carmo e Feleex Duarte, tendo músicos convidados para completar a formação.

Formada em 2010 em São Paulo, a Van Dorte aposta numa mistura do Pós-Punk (leia-se The Sisters Of Mercy e Bauhaus) com o Gótico Industrial (leia-se The Birthday Massacre, Zeromancer e Celldweller), a construção das músicas chama à atenção por deixar o piano e o teclado na mesma importância que os demais instrumentos, criando um clima ora soturno, ora deixando o ouvinte em transe.

O álbum “Epilogue” traz uma grande carga emocional, aliada ao contraste sonoro do peso da guitarra e a delicadeza do piano, em conjunto as interpretações dramáticas e letras metafóricas, a banda mostra que, sofre fortes influências do compositor Danny Elfman, conhecido pelas trilhas sonoras dos filmes do diretor Tim Burton, que já dá para notar também a influência dele através da bela capa em que há uma criança perdida em um local totalmente desolado.

O legal do Van Dorte é que não há excessos, é como se o vocalista cantasse com uma carga de angústia prestes a explodir, mas, continua cantando de forma contida e introspectiva, as faixas mais calmas como “Don’t Make Me Say Goodbye” e “Your Frequency” mostra esse lado mais denso e desolador, em que ficam em evidência apenas o piano e vocal criando uma atmosfera mais emotiva; já em faixas como “Evil Side”, “The Blame”, “Claustrofobia” a minha preferida do álbum e “Like Acid” mostram uma desenvoltura muito maior com o acréscimo de guitarras e baixo, creio que ao vivo deve ser muito bom o som dos caras, mas, apesar da produção ter tido todo o capricho de colocar tudo em seu devido lugar, juro que eu preferia que as guitarras soassem mais cruas como a de um Karma To Burn, ou mesmo como na produção do primeiro single “So Weak”, acho que o contraste seria muito mais interessante, mas nada que os desabone, pelo contrário, nós estamos falando de um álbum de estréia e acho que o Van Dorte têm muito mais a oferecer.

Entre o visual e a música, a banda está no caminho certo, pois, não estão fazendo mais algo do mesmo, afinal o estilo que tocam não está em moda ou evidência atualmente, mas, a sua música e seu bom trabalho com “Epilogue” sim e isso é que faz a Van Dorte diferente.

Uma grata surpresa num mundo saturado de pouca criatividade!!!

 

Ouça “Fragile Dreams”:

 

 

Integrantes:

Alexandre Carmo – Guitarra
Feleex Duarte – Vocal e Piano
Dione Rigamonti – Teclados e Sintetizadores
Thiago Rodrigues – Baixo

Acessem:

http://www.vandorte.com/
https://www.facebook.com/VanDorte/
https://soundcloud.com/van-dorte/

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